O funil de vendas que lute: o novo ciclo de compra é sobre inspiração, pesquisa e muita observação.
Você já deve ter ouvido falar no famoso funil de vendas — aquele caminho em etapas que o cliente percorre até comprar.Mas e se eu te dissesse que a Geração Z está ignorando esse modelo de funil?
Estamos vivendo um novo ciclo de consumo. Ele é mais fluido e sem ordem fixa. Um ciclo baseado em inspirar e investigar.
Se você já vinha sentindo que algo mudou no comportamento do seu público, está certíssima. O jeito de consumir está mudando — e isso muda também o jeito dele se comunicar.
O velho funil está desatualizado
A jornada tradicional dizia: “atraia → qualifique → venda → fidelize”.
Mas a geração Z não está na vibe:
Criam carrinhos sem intenção de comprar.Seguem marcas que amam… mas nunca compraram.Se dizem fiéis a uma marca, mesmo sem nunca ter consumido nada (ainda).E se satisfazem com a ideia de consumir sem pressa. (criam listas, pastas no Pinterest, carrinhos salvos, conversam com amigos)Não se apressam por conta de promoções e ofertas com prazo de validade antes de estar pronto para comprar
A venda deixa de ser o fim da linha. Ela é só mais um ponto num ciclo contínuo de descoberta, engajamento, questionamento e experimentação.
Marcas precisam inspirar, não interromper
Essa geração quer fazer parte. Quer saber por que seu produto é bom. Quer ouvir outras pessoas falando, ver detalhes reais, saber do caimento, do material, do uso no dia a dia. Confia mais em gente como ela do que em grandes campanhas.
E mais: influenciadores já não influenciam tanto assim. O marketing de influência vem perdendo força e credibilidade, abrindo espaço para conteúdo mais genuíno, vindo da comunidade. Em contrapartida o conteúdo UGC vem ganhando espaço e sendo bem recebido por essa geração.
Plataformas como o TikTok perceberam isso rápido: criaram programas como o Branded Mission, em que criadores com +1000 seguidores são desafiados a criar conteúdo para marcas — Mas esse conteúdo precisa ser real, espontâneo e criativo. Ou não cola.
O novo consumidor questiona tudo
E ele tem razão. Porque hoje:
O que mais desmotiva uma compra é:
Não encontrar informações confiáveisTer que deixar um e-mail sem saber por quêVer um anúncio que interrompe seu conteúdoNunca ter ouvido falar da marca
Ou seja: a compra exige confiança, contexto e conversa, não só uma promoção no feed.
O que fazer com tudo isso?
Como você, empreendedora, pode se adaptar?
Aqui vão algumas provocações — pensando a partir da minha área, a fotografia:
Menos perfeição, mais vida real.
Campanhas super produzidas ainda têm seu lugar, mas o público de hoje se conecta mais com o que é verdadeiro. Aposte em imagens com cara de cotidiano, espontâneas — e cuidado com o uso excessivo de I.A., que pode gerar desconfiança.
Não mostre só o produto, mostre a experiência.
Inclua fotos e vídeos do seu produto em uso, no contexto do dia a dia. O conteúdo UGC entra muito bem aqui.
Não só entretenha — informe.
Compartilhe bastidores, mostre fotos de detalhes, mostre imagens do material e sua produção e depoimentos de quem já comprou. Isso gera segurança e aproxima.
Use a imagem como convite, não só como vitrine.
Nem toda foto precisa vender — às vezes, basta despertar um sorriso, uma memória ou uma pergunta. Que história ela conta? Que detalhe pode gerar identificação?
Em resumo:
A nova comunicação não começa com um layout impecável — começa com verdade.
Com presença. Com vontade de se conectar, antes de converter.
Se quiser trocar ideias sobre isso, é só me responder por aqui.
Vou adorar saber como você tem percebido esse novo jeito de consumir (e vender).
📝 Este conteúdo foi inspirado nas análises de comportamento de consumo e marketing das seguintes publicações:
• The New Consumer Mindsets: Inspire & Inquire – Archrival
• Gen Z broke the marketing funnel – Vogue Business
Um beijo e até a próxima!

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