terça-feira, 6 de maio de 2025

Geração Z: Por que eles amam sua marca, mas a compra espera?

O funil de vendas que lute: o novo ciclo de compra é sobre inspiração, pesquisa e muita observação.


Você já deve ter ouvido falar no famoso funil de vendas — aquele caminho em etapas que o cliente percorre até comprar.

Mas e se eu te dissesse que a Geração Z está ignorando esse modelo de funil?

Estamos vivendo um novo ciclo de consumo. Ele é mais fluido e sem ordem fixa. Um ciclo baseado em inspirar e investigar.

Se você já vinha sentindo que algo mudou no comportamento do seu público, está certíssima. O jeito de consumir está mudando — e isso muda também o jeito dele se comunicar.


 O velho funil está desatualizado


A jornada tradicional dizia: “atraia → qualifique → venda → fidelize”.

Mas a geração Z não está na vibe:
Criam carrinhos sem intenção de comprar.Seguem marcas que amam… mas nunca compraram.Se dizem fiéis a uma marca, mesmo sem nunca ter consumido nada (ainda).E se satisfazem com a ideia de consumir sem pressa. (criam listas, pastas no Pinterest, carrinhos salvos, conversam com amigos)Não se apressam por conta de promoções e ofertas com prazo de validade antes de estar pronto para comprar

A venda deixa de ser o fim da linha. Ela é só mais um ponto num ciclo contínuo de descoberta, engajamento, questionamento e experimentação.


Marcas precisam inspirar, não interromper


Essa geração quer fazer parte. Quer saber por que seu produto é bom. Quer ouvir outras pessoas falando, ver detalhes reais, saber do caimento, do material, do uso no dia a dia. Confia mais em gente como ela do que em grandes campanhas.

E mais: influenciadores já não influenciam tanto assim. O marketing de influência vem perdendo força e credibilidade, abrindo espaço para conteúdo mais genuíno, vindo da comunidade. Em contrapartida o conteúdo UGC vem ganhando espaço e sendo bem recebido por essa geração.
Plataformas como o TikTok perceberam isso rápido: criaram programas como o Branded Mission, em que criadores com +1000 seguidores são desafiados a criar conteúdo para marcas — Mas esse conteúdo precisa ser real, espontâneo e criativo. Ou não cola.


O novo consumidor questiona tudo


E ele tem razão. Porque hoje:

O que mais desmotiva uma compra é:
Não encontrar informações confiáveisTer que deixar um e-mail sem saber por quêVer um anúncio que interrompe seu conteúdoNunca ter ouvido falar da marca

Ou seja: a compra exige confiançacontexto e conversa, não só uma promoção no feed.


O que fazer com tudo isso?


Como você, empreendedora, pode se adaptar?


Aqui vão algumas provocações — pensando a partir da minha área, a fotografia:
Menos perfeição, mais vida real.

Campanhas super produzidas ainda têm seu lugar, mas o público de hoje se conecta mais com o que é verdadeiro. Aposte em imagens com cara de cotidiano, espontâneas — e cuidado com o uso excessivo de I.A., que pode gerar desconfiança.
Não mostre só o produto, mostre a experiência.

Inclua fotos e vídeos do seu produto em uso, no contexto do dia a dia. O conteúdo UGC entra muito bem aqui.
Não só entretenha — informe.

Compartilhe bastidores, mostre fotos de detalhes, mostre imagens do material e sua produção e depoimentos de quem já comprou. Isso gera segurança e aproxima.
Use a imagem como convite, não só como vitrine.

Nem toda foto precisa vender — às vezes, basta despertar um sorriso, uma memória ou uma pergunta. Que história ela conta? Que detalhe pode gerar identificação?
Em resumo:

A nova comunicação não começa com um layout impecável — começa com verdade.
Com presença. Com vontade de se conectar, antes de converter.

Se quiser trocar ideias sobre isso, é só me responder por aqui.
Vou adorar saber como você tem percebido esse novo jeito de consumir (e vender).

📝 Este conteúdo foi inspirado nas análises de comportamento de consumo e marketing das seguintes publicações:
• The New Consumer Mindsets: Inspire & Inquire – Archrival
• Gen Z broke the marketing funnel – Vogue Business


Um beijo e até a próxima!

Camila Miranda
📸 Site | Substack| YouTube






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